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Leia ao som de:
Austin Plaine - Never Come Back Again


Quando ela acordou naquela manhã de domingo e olhou o celular com várias chamadas perdidas e algumas mensagens, jogou o aparelho de lado e levou as mãos ao rosto.


Aquilo era só o começo de mais uma semana de discussões e novas mágoas, novas decepções.

Ela não queria ver o que já estava bem diante de si. Estava tão claro para todos que a rodeavam, mas pra ela não era bem assim, já que estava completamente cega.

Tudo era uma questão de ponto de vista. Tudo o que importava pra ela era como ele estava, se ela não tinha feito nada de errado, se ele ainda estava feliz em estar ao seu lado. Ela vivia pra ele, para agradá-lo.



Depois de algumas semanas e mais algumas lágrimas derramadas, ela finalmente entendeu que estava na hora de mudar. E logo depois de começar a olhar as coisas de uma forma diferente, logo depois de começar a se importar mais consigo mesma, tudo mudou.

Ela viu que continuar com uma pessoa, sabendo que aquilo, provavelmente, não iria dar em lugar nenhum, só traria mais dores de cabeça. Ela sabia que havia se perdido em meio aos anos em que se permitiu deixar ser controlada. No entanto, ela sabia que também poderia voltar ao controle. Voltar a si.



Certas coisas nos trazem menos sofrimento se simplesmente deixarmos ir. Nem tudo vale o esforço, nem tudo vale a nossa preocupação. E ela sentia que logo do outro lado desse mar de tormentas em que havia se metido, estava uma nova versão dela mesma esperando-a para, então, entrar em ação.

Não era fácil, não era simples. Mas era preciso deixá-lo ir. E foi o que ela fez. Voltou a si e se permitiu ser feliz mais uma vez.






- Allison Christian Freitas

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